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a árvore ao jardim
Alice Valente Alves

Em frente

...
Não deixar por muito tempo 
O que nos alinha
As filas 

As fileiras
E no que atrás se segue
Desce-nos.



TEMPESTADES

...
Na relação humana há quem prolongue o profissionalismo aos afectos na família e na amizade. Mal está ou estará quem assim se assenta em ventos semeados de um carinho transformado em 'coisa' de uma vida sem vidas. E aos profissionais de um profissionalismo da vida por vidas sem mais futuro ou vidas, a seu tempo colherão quais proveitosas tempestades de casas caídas aos pedaços em regalos de pedras e prendas sem eira nem beira.

A ganância é comida ao acordar pelos insensíveis que julgam tudo querer. E quando querem que lhes seja dada a prova de bem fadados, nada mais resta que uma mão cheia de obediência onde se julgam não estar.

A profissão e a eficiência de se ser bem sucedido a todo o custo, não entra no âmbito da afectividade humana. Os afectos são coisas que para muitos é como um caso que está perdido. Contudo, perdidos e sem se acharem estarão esses que em tudo pegam para apontar máquinas e armas às suas vítimas e em quais desculpas arranjadas para dar continuidade a quantas e malvadas assoberbices.

Talvez a religião os salve ou quem sabe um milagre de conseguirem passar por entre as gotas da chuva de suas colhidas tempestades. 




A NATUREZA DO VENTO

...
O vento mal mandado arrepia o tempo. Tal como as sombras que nada nos têm para dizer e isto porque viramos costas a essas mesmas sombras que nos interpelam a continuar de outra diferente forma  das regras que nos tentam impor. A política não me diz nada. E porque a política é tudo de mau que nos regra, na tal regra que nos torna seres intratáveis e insuportáveis em sua sociabilização. As regras ditam-nas aqueles que só as constroem para seus súbditos. Não há pessoas regradas e porque a regra é coisa de politiquices. As politiquices sucedem-se de uma actual demanda das fezes que sobram dos profissionais regrados em que com estes nada medra e porque a imundície é a sua forma de pensamento. Enquanto profissão, os politiqueiros são a maior das desgraças da nossa actualidade, constroem lixo em cima de lixo com o dinheiro da fome. As ideologias só às autoritárias polícias políticas estão associadas e muito mal está quem obedece cegamente porque sim ou porque não. E ao que ao humano diz respeito um dia o vento muda e porque o vento não é competitivo mas muda e muda-nos com ele.



Ide, ide, ide!

...




COM  O  DESEJO 
DE UM MUNDO SEM ARMAS

IDE, IDE, IDE... 
*

À Sexta-feira, 13 / 11 / 2015





Ouvir

...
 A árvore ao jardim



VOZES INFINITAS 
DISTINTAS 
COMPORTÁVEIS 
AS FRASES NÃO NOS ESQUECEM 
E OIÇO: AS ÁRVORES
*




O esforço tem limites

...




PARA TUDO 
O ESFORÇO VALE SEMPRE A PENA

SÓ QUE O ESFORÇO TEM LIMITES 
PARA TUDO. 
*




O território mortífero

...
- a vida e a morte macabra em campos, guetos e muralhas do poder -

Em 1945 deu-se a libertação de Auschwitz.


E hoje, ao fim de 70 anos continuamos na mesma, mas agora completamente envergonhados por assistirmos (há mais de uma década) a um país e seu povo obrigado a viver entre muralhas num insuportável extermínio e em atrocidades e mortes macabras.

Urge (para ontem) a libertação da Palestina!






E se ... (outros muros)





Quem não aparece, esquece

...




"QUEM NÃO APARECE, ESQUECE"   
MAS ÀS VEZES
É MESMO PRECISO   
ESQUECER OU SER ESQUECIDO
*




Parar é morrer

...




"PARAR É MORRER"   
MAS ÀS VEZES
É MESMO PRECISO   
PARAR
*




ESCREVE

...




ESCREVE BEM DE PERTO   
O QUE NÃO TE APROXIMA 
E PORQUE  
É AO LONGE QUE TE VÊS.
*




VIDA(S)

...




QUEM FAZ DA VIDA UM JOGO

MAIS TARDE OU MAIS CEDO

ENTRA EM GUERRA.
*




FICAR PARA TRÁS

...
Ficar para trás
Ao olhar de quem
Avança destruindo


É mero engano
.


Poesia e Fotografia de Alice Valente Alves

EM TERRAS DE NINGUÉM

...
Há os que vão e há os que ficam.
A ideia de quem fica é a mesma de quem vai - escolhas ou não.
Os que vão levam o que não pode ficar.
E os que ficam resistem ou não.
Uns e outros estão num único e mesmo território.
De Terra sem dono - em terras de ninguém.



O QUE É ISTO E AQUILO

...
Isto é isto, isto é aquilo, e aquilo é aquilo, e tudo está assim tão visivel quanto linearmente bem classificado, para que nos possamos reger pelas mesmas e iguais normas, das coisas às pessoas.

E o que não é isto ou aquilo, ou quem não é isto ou aquilo, ou ainda, quem não tem isto ou aquilo, é invisível, não existe para quem só se vê assim, nesta científica, social e obrigatória regulamentação, do tem de ser, no que é isto e aquilo.



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